segunda-feira, 27 de junho de 2011





Depois de comer tantas nuvens me deu vontade de beber um mar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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MEU CHORO
REGOU
UMA PLANTA QUE
GEROU
UMA FLOR QUE
DEFINHOU
ANTES DO TEMPO QUE
PASSOU
DEPRESSA

Siso

De pedras brancas nasce um rio rubro
Há sangue em minha boca
Um gosto amargo no meu paladar

Espelho distorce meu rosto
Meus olhos distorcem o espelho
Um lado da face é maior que o outro

Privado do exercício da minha paixão
Calo-me quando muito gostaria de falar
Meu corpo deseja movimento, mas a consciência o faz parar

Volto ao espelho
Cuspo um rio
Construo meu barco
Navego o vermelho

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ele Flor

Vi o corpo de um homem encurvando, derretendo
Leve e plácido encontrando-se com o chão.
Parecia ele flor a definhar-se,
Observando suas pétalas secas
Servirem de ornamento ao lugar que pisam pés.
Eu vi beleza na morte.
Senti perfume de flores que se lançam em terra de esperança
E servem de adubo a outra vida.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Gritos e respirações*

Não te incomoda assistir minha morte assim gelada enquanto tens os cobertores que me podem aquecer?
É o frio da existência que me corta os punhos e como facas, penetra minha carne quente, arrancando-me sangue e lágrimas.
Por favor não admire essa pintura.
Não pense que esse corpo congelado foi feliz um dia.
Esses olhos um dia foram meus; agora tudo se passou e nada me pertence.
Minha prisão é o tempo.
Sou prisioneiro da própria existência, condenado a morrer todos os dias em sua parede, admirado, não da forma como eu gostaria.


*Um título percebido por Leonardo Samarino

domingo, 7 de novembro de 2010

Diário da manhã

Vento frio céu nuvens cinza
Eu sinto a areia da praia afundar meus pés
Não vejo o horizonte pois montanhas se interpõem
Sopra brisa; Cai a chuva; Os pelos reagem
Respiro, olho, vejo pessoas não muitas
À frente: água
E os carros fazem música
Tudo é música!
Decola avião passos ondas pássaros
Coração é frio como o vento que me lambe a pele
Lembro o beijo tão efêmero tão doce
Sinto seus lábios.
Vento ensina que efêmero não é finito
O que penso efemeridade visita-me de outras maneiras
Assim como a brisa toca diferente a cada minuto em que sou

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos

Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
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