segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Siso
De pedras brancas nasce um rio rubro
Há sangue em minha boca
Um gosto amargo no meu paladar
Espelho distorce meu rosto
Meus olhos distorcem o espelho
Um lado da face é maior que o outro
Privado do exercício da minha paixão
Calo-me quando muito gostaria de falar
Meu corpo deseja movimento, mas a consciência o faz parar
Volto ao espelho
Cuspo um rio
Construo meu barco
Navego o vermelho
Há sangue em minha boca
Um gosto amargo no meu paladar
Espelho distorce meu rosto
Meus olhos distorcem o espelho
Um lado da face é maior que o outro
Privado do exercício da minha paixão
Calo-me quando muito gostaria de falar
Meu corpo deseja movimento, mas a consciência o faz parar
Volto ao espelho
Cuspo um rio
Construo meu barco
Navego o vermelho
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ele Flor
Vi o corpo de um homem encurvando, derretendo
Leve e plácido encontrando-se com o chão.
Parecia ele flor a definhar-se,
Observando suas pétalas secas
Servirem de ornamento ao lugar que pisam pés.
Eu vi beleza na morte.
Senti perfume de flores que se lançam em terra de esperança
E servem de adubo a outra vida.
Leve e plácido encontrando-se com o chão.
Parecia ele flor a definhar-se,
Observando suas pétalas secas
Servirem de ornamento ao lugar que pisam pés.
Eu vi beleza na morte.
Senti perfume de flores que se lançam em terra de esperança
E servem de adubo a outra vida.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Gritos e respirações*
Não te incomoda assistir minha morte assim gelada enquanto tens os cobertores que me podem aquecer?
É o frio da existência que me corta os punhos e como facas, penetra minha carne quente, arrancando-me sangue e lágrimas.
Por favor não admire essa pintura.
Não pense que esse corpo congelado foi feliz um dia.
Esses olhos um dia foram meus; agora tudo se passou e nada me pertence.
Minha prisão é o tempo.
Sou prisioneiro da própria existência, condenado a morrer todos os dias em sua parede, admirado, não da forma como eu gostaria.
*Um título percebido por Leonardo Samarino
É o frio da existência que me corta os punhos e como facas, penetra minha carne quente, arrancando-me sangue e lágrimas.
Por favor não admire essa pintura.
Não pense que esse corpo congelado foi feliz um dia.
Esses olhos um dia foram meus; agora tudo se passou e nada me pertence.
Minha prisão é o tempo.
Sou prisioneiro da própria existência, condenado a morrer todos os dias em sua parede, admirado, não da forma como eu gostaria.
*Um título percebido por Leonardo Samarino
domingo, 7 de novembro de 2010
Diário da manhã
Vento frio céu nuvens cinza
Eu sinto a areia da praia afundar meus pés
Não vejo o horizonte pois montanhas se interpõem
Sopra brisa; Cai a chuva; Os pelos reagem
Respiro, olho, vejo pessoas não muitas
À frente: água
E os carros fazem música
Tudo é música!
Decola avião passos ondas pássaros
Coração é frio como o vento que me lambe a pele
Lembro o beijo tão efêmero tão doce
Sinto seus lábios.
Vento ensina que efêmero não é finito
O que penso efemeridade visita-me de outras maneiras
Assim como a brisa toca diferente a cada minuto em que sou
Eu sinto a areia da praia afundar meus pés
Não vejo o horizonte pois montanhas se interpõem
Sopra brisa; Cai a chuva; Os pelos reagem
Respiro, olho, vejo pessoas não muitas
À frente: água
E os carros fazem música
Tudo é música!
Decola avião passos ondas pássaros
Coração é frio como o vento que me lambe a pele
Lembro o beijo tão efêmero tão doce
Sinto seus lábios.
Vento ensina que efêmero não é finito
O que penso efemeridade visita-me de outras maneiras
Assim como a brisa toca diferente a cada minuto em que sou
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
Por que pegar a areia se ela escorre entre os meus dedos
????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Assinar:
Postagens (Atom)