Vi sangue nos olhos de quem tanto me amou
E chorei minhas lágrimas brancas.
sábado, 3 de abril de 2010
Folhas
Raízes no solo fincadas,
Galhos fortes,
Folhas verdes,
Doces frutos.
Vejam-me como árvore!
Terra seca,
Raízes expostas,
Galhos caídos,
Nenhum fruto.
Vejam-me como folhas!
Folhas que secam
E o vento dispersa.
Folhas que fazem caminhos no ar
E enveredam por eles.
Depois caem e somem na terra.
Galhos fortes,
Folhas verdes,
Doces frutos.
Vejam-me como árvore!
Terra seca,
Raízes expostas,
Galhos caídos,
Nenhum fruto.
Vejam-me como folhas!
Folhas que secam
E o vento dispersa.
Folhas que fazem caminhos no ar
E enveredam por eles.
Depois caem e somem na terra.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Cada verso um verbo
Preciso calar
Inspirar
Expirar
Olhar
Ver
Andar três passos
Ver novamente
Fixar o olhar
Inspirar
Expirar
Acalmar
Estender os braços
Abraçar
Sentir o corpo
Sentir calor
Estar seguro
Fechar os olhos
Sentir a alma
Estar seguro
Abrir os olhos
E falar
Inspirar
Expirar
Olhar
Ver
Andar três passos
Ver novamente
Fixar o olhar
Inspirar
Expirar
Acalmar
Estender os braços
Abraçar
Sentir o corpo
Sentir calor
Estar seguro
Fechar os olhos
Sentir a alma
Estar seguro
Abrir os olhos
E falar
domingo, 21 de março de 2010
Escolha de Palavras
Da minha fala o lirismo você não entendeu
Não consigo ser prosaico ao falar dos meus desejos
Mente a prosa com suas palavras
Sem dizer que minha boca anseia por teus beijos
Consigo ser prosaico
Chego a essa conclusão
Mas com versos de poema
Revelo segredos do meu coração
E você não entende, ou esconde o entender
Se achá-lo então avise
Para que eu possa concordar com você
Não consigo ser prosaico ao falar dos meus desejos
Mente a prosa com suas palavras
Sem dizer que minha boca anseia por teus beijos
Consigo ser prosaico
Chego a essa conclusão
Mas com versos de poema
Revelo segredos do meu coração
E você não entende, ou esconde o entender
Se achá-lo então avise
Para que eu possa concordar com você
Poema Concreto
Braços fortes, mãos, enxada
Um saco de cimento para poucos litros d'água
Posso usar da pedra o pó
Misturando-os ao chão
Com os braços crio a força dessa edificação
Um saco de cimento para poucos litros d'água
Posso usar da pedra o pó
Misturando-os ao chão
Com os braços crio a força dessa edificação
segunda-feira, 15 de março de 2010
E eu escrevo:
Amor das ondas
Ondas levam consigo pegadas
Mas os pés a quem amam
Só conseguem tocar
Efêmero toque
Tamanho desejo
De salgado beijo compartilhar
Pés que pisam as ondas
Desconhecem perigos que podem correr
Levam à água todo seu corpo
Inocentes mergulham sem nada temer
E nadam o nada, presente das águas
Desprendidos da terra que os asseguram
Procuram areia para pisar
Encontram o nada que acabaram de ganhar
Militam contra o nada
E às águas não podem vencer
Entregam-se a elas, submergem ao profundo
Para o desejo das ondas satisfazer
(Anderson Barreto)
*todos os direitos reservados ao autor
Ondas levam consigo pegadas
Mas os pés a quem amam
Só conseguem tocar
Efêmero toque
Tamanho desejo
De salgado beijo compartilhar
Pés que pisam as ondas
Desconhecem perigos que podem correr
Levam à água todo seu corpo
Inocentes mergulham sem nada temer
E nadam o nada, presente das águas
Desprendidos da terra que os asseguram
Procuram areia para pisar
Encontram o nada que acabaram de ganhar
Militam contra o nada
E às águas não podem vencer
Entregam-se a elas, submergem ao profundo
Para o desejo das ondas satisfazer
(Anderson Barreto)
*todos os direitos reservados ao autor
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Meus cânones - Poesias de outros:
Motivo
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Assinar:
Postagens (Atom)